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Vedas - ayurveda

 

VEDAS

A base do conhecimento hindu é a Shruti.

Shruti é uma palavra sânscrita que vem da raiz shru, que significa escutar.

Shruti é aquilo que é escutado, é a tradição oral.

A literatura Shruti é constituída pelos Vedas.

Origem

 

Conceitos

Sânscrito

Originado da raiz sânscrita vid, conhecer, saber, Veda é o Conhecimento completo revelado. Segundo a tradição hindu, esse Conhecimento foi revelado no início da Criação aos primeiros mestres, pelo próprio Criador na forma do primeiro mestre, Dakshinamurti, e transmitido oralmente de mestre a discípulo.

Os Vedas são, portanto, apaurusheya, ou seja, não foram criados por ser humano.

São constituídos por: Rig Veda, Yajur Veda, Sama Veda e Atharva Veda.

  • Rig Veda é o mais antigo, composto de hinos, rituais e oferendas às divindades.
  • Yajur Veda contém as fórmulas para fazer os rituais do Rig Veda, dividindo-se em Krishna (negro) e Shukla (branco).
  • Sama Veda contém melodias e cânticos.
  • Atharva Veda é composto de fórmulas para rituais em geral.


Cada um dos Vedas é dividido em Samhitá, Brahmana, Aranyaka e Upanishad.

  • Samhitá são coleções de mantras.
  • Brahmana são explicações das palavras e dos textos.
  • Aranyaka são textos para os renunciantes.
  • Upanishad são textos que tratam do Absoluto, Brahman, constituindo a parte final dos Vedas.

Para melhor compreensão dos textos védicos, surgiram manuais auxiliares, os vedangas e os upavedas.

Os vedangas, ou membros dos vedas, são compostos por: Vyakarana (Gramática), Nirukta (Etimologia), Shiksha (Fonética), Chandas (Métrica), Kalpa (regras para aplicação dos rituais) e Jyotisha (Astronomia).

Os upavedas, ou suplemento dos vedas, são compostos por: Ayurveda (Ciência da Vida, a Medicina), Dhanurveda (Ciência do manejo do arco), Gandharvaveda (Ciência da música) e Sthapatya (Arquitetura).

 

SMRTI

Mais tarde surgiu a literatura Smrti (da raiz smr, lembrar), aquilo que é lembrado.

Seu objetivo é preservar o ensinamento védico.

É composto de : Shastras, Puranas, Itihasas, Agamas e Darshanas.

Shastras são textos sobre leis, política, ética, vida em sociedade, etc.

Puranas contém todo o material sobre mitologia hindu.

Itihasas são os dois grandes épicos, o Ramayana e o Mahabharata.

Agamas são textos que comentam um aspecto do Criador.

Darshanas são pontos de vida da Realidade, são os sistemas filosóficos, Nyaya, Vaisheshika, Sankhya, Yoga, Karma-Mimansa e Vedanta.

(Baseado em obra não publicada sobre Hinduísmo, de Annabella Magalhães)

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CONCEITOS

Apresentamos a seguir explicações sobre os principais conceitos dos Vedas:


- BRAHMAN - ATMAN
- MAYA
- KARMA
- DHARMA
- MOKSHA
- SAMSARA


(Baseado em obra não publicada sobre Hinduísmo, de Annabella Magalhães)

 

Brahman - Atman

Brahman, o Absoluto, a verdadeira natureza da criação, presença eterna, origem e substância de tudo, quando permeia o corpo físico individual, é chamado Atman, Eu.

Atman é Brahman.

Essa presença eterna, embora permeando o corpo, não age, mas é o agir do corpo; não vê, mas é o olhar do olho; não sente, mas é o sentir do corpo.

Por Ele estar em um corpo, a ignorância (avidya) produz a noção do Eu, Atma, limitado com as características e qualidades do corpo e o sentimento de ser agente da ação.

Da mesma forma, por causa do Eu estar em todos os corpos da criação, o véu da ignorância (Maya) faz parecer que há um Eu para cada corpo.

Eu, Atma, sou ilimitado, indestrutível, inalterável, indivisível, livre de ações e desejo, eterno, não afetado pelo corpo que nasce, morre, age, sofre e goza.

Maya

Maya significa ilusão, artifício, encantamento.

É aquela que produz aquilo que não existe.

Como véu, maya encobre a apreciação de nossa verdadeira natureza divina, Brahman.

Em relação ao Absoluto (Brahman), toda a criação é maya, é ilusória.

Ela não se reconhece como sendo da mesma natureza do Absoluto e então confunde o mundo e o mundo parece real.

Individualmente ela é avidya, a ignorância que produz o sentimento de limitação, a identificação com o corpo.

Do ponto de vista relativo, vejo a criação, lido com ela, ajo no mundo, mas Eu não sou afetado por ela.

 

Vedaskarma

Karma vem da raiz sânscrita kr, fazer.
Karma significa ação.

Os Vedas estabeleceram vititakarma, ações e atividades, direcionando os deveres que cabem em cada situação.

O objetivo de vihitakarma é fazer com que o homem cultive a atitude adequada através da vida, apreciando o Criador, a ordem e a harmonia da Criação, encarando o mundo objetivamente e compreendendo que ao homem cabe a ação, mas os resultados, os frutos da ação cabem ao Criador.

Devido à ignorância de sua verdadeira natureza e conseqüentemente à não apreciação da harmonia da Criação e suas leis, o homem age influenciado por seus gostos e aversões, preso aos resultados de suas ações, ficando assim envolvido no ciclo de nascimentos e mortes (samsara).

Existem três tipos de karma: Agami Karma, Sanchita Karma e Prarabdha Karma.

Agami Karma são os resultados de minhas ações atuais e futuras. Corresponde às sementes que serão plantadas por mim.

Sanchita Karma são todas as ações feitas em vidas passadas, acumuladas em estado potencial e que ainda não germinaram.

Prarabdha Karma são as situações que estamos vivendo neste momento, as sementes já germinadas, as ações que já produziram suas conseqüências, é o destino que não podemos modificar e sim aceitar.

O Agami Karma e o Sanchita Karma são queimados pela aquisição do Conhecimento de minha verdadeira natureza.

Já o Prarabdha Karma não pode ser queimado.

 

Dharma

Dharma vem da raiz dhr, manter, preservar, sendo aquilo que deve ser feito em conformidade com as leis da natureza que mantém a Criação. O que é esperado de alguém fazer.

O Dharma é uma ordem, um comando até que seja compreendido, pois a apreciação de qual é o meu papel nasce de uma maturidade. Quando o homem tem uma maturidade, quando sua mente torna-se clara, ele vê a harmonia da Criação e se vê idêntico ao Criador, aí então o dever torna-se uma ação natural.


Moksha

Moksha vem da raiz muc, liberar.

Moksha significa liberação, a liberação da morte, da infelicidade, da ignorância de quem sou Eu.

É dito nas Upanishads: “Podemos ir para fora de nós mesmos e gastar muita energia na busca da realização, mas nossa jornada estará sendo feita na ignorância e não nos trará mais perto do nosso objetivo, porque moksha já é nossa verdadeira natureza.”

Moksha já é um fato.

É necessário somente uma mente preparada, que deseje escutar, refletir e meditar sobre o Conhecimento.

A liberação é a meta de todos os seres.

Vivenciá-la depende somente da caminhada de cada um no sentido da eliminação da ignorância


Samsara

Samsara vem da raiz samsr, circular, passar por diversos estados.

Samsara é o ciclo de vida, morte e novamente renascimento.

Samsara é a prisão daquele que está ligado aos seus gostos e aversões, agindo apegado aos frutos de suas ações, ignorante de sua verdadeira natureza. Este homem viverá acumulando karmas e necessitará nascer muitas e muitas vezes até alcançar a maturidade que o orientará no sentido da liberação e o livrará do ciclo de nascimentos e mortes.

Eliminar o samsara é descobrir nossa verdadeira natureza divina, Brahma.

(Baseado em obra não publicada sobre Hinduísmo, de Annabella Magalhães)

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Sânscrito

Exceto os nomes próprios, todas as palavras em sânscrito foram escritas de três maneiras: em português, em devanagari e transliterado.

Textos extraídos do Curso de Sânscrito do Vidya-Mandir - Centro de Estudos de Vedanta e Sânscrito www.vidyamandir.org.br.
Agradecimentos especiais a Glória Arieira, mestra de Vedanta e Sânscrito, por ter gentilmente autorizado a divulgação deste material.
Todos os direitos reservados ao Vidya-Mandir.
Proibida a reprodução sem prévia autorização.

Para saber mais sobre sânscrito, visite o site www.linguagemsanscrita.pro.br da Prof. Annabella Magalhães.

- Uma pequena introdução à história do sânscrito
- A necessidade do estudo de sânscrito
- A singularidade da linguagem
- Algumas características da linguagem

 

UMA PEQUENA INTRODUÇÃO À HISTÓRIA DO SÂNSCRITO

Dizem os historiadores que já existia há uns 15.000 ou 20.000 anos atrás uma civilização muito desenvolvida no vale do Rio Sarasvati e posteriormente no vale do Rio Hindus. Ali é o berço da tradição dos Vedas com seus rituais, mantras e diálogos entre mestres e discípulos sobre o conhecimento do Ser Absoluto. Estas datas são reconhecidas hoje por análises feitas por satélites artificiais colocados no espaço naquela área e por estudos astronômicos de descrições das posições de corpos celestes em vários momentos especiais descritos nos Vedas.

A mais antiga evidência que se possui desta língua é o Rig Veda. Desde a língua do Rig Veda há um desenvolvimento até o sânscrito clássico, conhecido e usado hoje sem sofrer qualquer mudança. Isto devido a gramáticos, como Päëini que escreveu um tratado da língua sânscrita chamado Ashtadhyayi, os oito capítulos, cada um dividido em quatro padas, ou partes. Foi com que o sânscrito alcançou sua forma clássica e a partir de então a língua só se desenvolveu em seu vocabulário.

Päëini nasceu entre os séculos V e IV AC. Seu Ashtadhyayi está escrito em forma de sutras que são aforismos mnemônicos, ininteligíveis sem comentário. Gramáticos que vieram após Päëini escreveram comentários para sua obra. Pataïjali escreveu o Mahabhashya no século II AC. Depois, no século VII DC, Kashikavritti foi escrito por Vämana e Jayäditya. No século XVII DC, Baööojé Dékñita fez uma nova organização peculiar dos sutras de Päëini com a preocupação de ordená-los em assuntos, explicando-os e exemplificando-os. Esta obra tem o nome de Siddhantakaumidi. Um discípulo de Baööojé Dékñita chamado Varadaräja elaborou um trabalho, resumindo aquilo que fora feito por seu mestre. Esta obra é chamada Laghusiddhantakaumudi.

Para que fosse mantida a pureza dos Vedas, foram desenvolvidas as ciências da gramática, a partir de Päëini, e de fonética. Foi somente com a descoberta do sânscrito que o Ocidente desenvolveu a fonética no século XIX.

O mais antigo livro sobre lingüística - Nirukta - foi escrito por Yakña. A preocupação era explicar as palavras usadas nos Vedas.

Com Päëini a língua se tornou fixa e só pode ser desenvolvida dentro da estrutura de suas regras.

 

A NECESSIDADE DO ESTUDO DO SÂNSCRITO

O conhecimento do sânscrito é a chave para a antiga literatura religiosa e secular da Índia e, também, para os sistemas indianos de medicina, matemática, arquitetura e escultura; resumindo, de tudo que está relacionado com os tradicionais ramos de conhecimento indiano.

Para o estudante de Vedanta e Yoga, o estudo dessa linguagem clássica é um meio de afiar o intelecto e prepará-lo para um mergulho nas escrituras e seus comentários.

Infelizmente, mesmo na Índia o sânscrito é raramente usado como um meio diário de comunicação. No entanto, alguns grupos têm tentado reviver o sânscrito como uma linguagem falada. O sânscrito é visto como uma língua estrangeira para um indiano tanto quanto para um ocidental! O resultado é que no estudo dessa língua, indianos não têm muita vantagem sobre outros estudantes.

 

A SINGULARIDADE DA LINGUAGEM

O nome 'sânscrito' é derivado do particípio passado da raiz kr, fazer, com o prefixo sam (SaMa( sam), bem. A palavra, então, significa 'aquilo que foi bem feito'. Um outro nome da língua é devabhasha. O significado popular deste nome é 'a linguagem dos deuses'. Etimologicamente, a palavra significa 'a linguagem efulgente'.

A singularidade da linguagem reside no fato de que ela usa um simples conjunto de aproximadamente 2.200 elementos básicos (raízes), a partir do qual um vocabulário de milhões de palavras é gerado. Além disso, essas raízes, que são o ponto inicial de cada palavra derivada, revela a natureza do objeto que tal palavra significa. Por exemplo, as palavras shariram e deha significam corpo. A primeira palavra é derivada da raiz shr, decair, jogar fora. O significado etimológico de shariram é, desta forma, 'aquilo que será jogado fora'. A palavra deha origina-se da raiz dih, untar, ungir, tornar sagrado. Desse modo, o significado etimológico da palavra deha é 'aquele que é ungido (com substâncias)'. Tais significados podem ser também usados em outros contextos. Depende apenas da imaginação do autor!

Portanto, pode-se notar que é bastante trabalhoso elaborar dicionários que incluam todas as palavras que podem ser formadas a partir dessas raízes. No entanto, todas as palavras são formadas através da adição de prefixos e sufixos, de acordo com regras muito bem definidas. A formação de palavras compostas é um outro método de projetar palavras a partir de palavras simples. Qualquer um que conheça a gramática do sânscrito pode construir novas palavras através destes métodos. Por causa disso, qualquer texto em sânscrito é estimulante, pois há um constante desafio e prazer em descobrir as intenções, imagens e poesia de tais textos.

 

ALGUMAS CARACTERÍSTICAS DA LINGUAGEM

CORRESPONDÊNCIA ENTRE SOM E SÍMBOLO

O sânscrito é foneticamente preciso, isto é, cada som é representado através de um símbolo único. Isto é bem diferente quando vemos por exemplo em português que o símbolo X pode ser pronunciado e usado de diversas formas. Podemos dizer que qualquer letra que tenha uma exata correspondência entre som e símbolo pode ser usada para escrever sânscrito.

Representação de cada som através de um único símbolo acarreta em um grande número de letras para o alfabeto sânscrito. Por exemplo, símbolos vogais representam sons vogais no começo de uma palavra, mas um símbolo diferente é utilizado quando a vogal é precedida por uma consoante. De forma semelhante, a conjunção de duas consoantes não é representada pela combinação individual dos símbolos, mas apenas por um único símbolo, consoante conjunta. Essa grande variedade de símbolos pode representar um problema para o aluno em estágio inicial. Muitos alunos passam certas dificuldades durante o período de aprendizagem das consoantes conjuntas.

VERBO - NÚMERO, PESSOA, VOZ, TEMPOS E MODOS

Há 10 tempos e modos verbais em sânscrito. Assim como em português, há 3 pessoas, primeira, segunda e terceira. E cada pessoa tem números: singular, dual e plural. A combinação destes dá um total de 9 formas distintas para cada tempo ou modo. Cada raiz pode ser usada nas vozes ativa e passiva em cada um dos 10 tempos e modos. Desta forma, encontramos, basicamente, 180 formas verbais distintas para cada raiz. Estas formas são obtidas através da adição de terminações. Este processo de derivação de formas verbais é chamado de conjugação da raiz verbal.

PALAVRAS COMPOSTAS

A formação de palavras compostas é um outro meio de criar palavras em sânscrito. Mais de uma base nominal pode ser utilizada na criação de uma nova palavra.

GÊNERO DE BASES NOMINAIS

Assim como em muitas línguas européias, o gênero de um nome em sânscrito é formal, mas não de fato. Em sânscrito encontramos 3 gêneros: feminino, masculino e neutro. O dicionário e não o senso prático deve ser usado para se saber o gênero de um nome.

FRASE E SINTAXE

Como em qualquer outra língua, frases simples, compostas e complexas podem ser formadas em sânscrito. Quando palavras são combinadas para criar frases, regras de sintaxe são seguidas com o objetivo de deixar claro aquilo que se deseja expressar.

(Baseado em obra não publicada sobre Hinduísmo, de Annabella Magalhães)

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