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Yoga

 

Yoga

Cerca de 2.500 AC, no vale do rio Hindus, onde hoje é a o atual Paquistão, desenvolveu-se uma civilização muito avançada, os dravídicos ou dravidianos, povo totalmente pacífico, de pele e olhos escuros.

         
    Origem Mitologia  
    Estilos Darshanas  
    Mestres Yoganidra - relaxamento  

ORIGEM DO YOGA

Viviam em duas cidades principais, Mohenjo Daro e Harapa, altamente desenvolvidas, com planejamento urbanístico, escrita, organização política e social e arte cerâmica.

Modernas pesquisas encontraram nestes locais as primeiras manifestações de culto à Shakti, a Mãe Divina, a base do tantrismo.
Foram encontradas também imagens em postura de yoga e em atitude de meditação.

Contam os historiadores ocidentais que esta civilização teria sido destruída por uma invasão aryana.

Recentes descobertas arqueológicas e lingüísticas, no entanto, estão descartando esta teoria de uma possível invasão de um certo povo aryano vindo da Europa com provas significativas da impossibilidade de ter havido esta invasão.

A descoberta do rio Sarasvati, por exemplo, é uma destas provas.
Este grande rio é louvado muitas vezes no Rig Veda, o que significa que o primeiro Veda já existia antes das acomodações geológicas que causaram a grande seca do rio Sarasvati, por volta de 3000 AC.

Esta seca motivou o deslocamento dos habitantes das margens do rio Sarasvati para se estabelecerem às margens dos rios Indus e Sutlej (seu afluente).

Provavelmente a civilização Indus ou Harapa foi continuação da época védica.

Está sendo comprovado também que o desaparecimento de Mohenjo Daro e Harapa deveu-se a fenômenos geológicos.

 


ESTILOS DO YOGA

Existem diversos tipos de Yoga, conforme as características do praticante:

Raja Yoga Bhakti Yoga
Jñana Yoga Hatha Yoga
Karma Yoga Tantra Yoga

 


RAJA YOGA:

Sistema codificado pelo sábio Patânjali, consistindo de 8 passos: Yamas (harmonização do homem com a sociedade), Niyamas (harmonização interna do homem com ele mesmo), Asanas (exercícios físicos), Pranayama (exercícios respiratórios), Pratyahara (abstração e interiorização dos sentidos), Dharana (concentração da mente), Dhyana (meditação) e Samadhi (estado em que se destruiu a ignorância de nossa verdadeira natureza).


JÑANA YOGA, o Yoga do Conhecimento:

Caminho que busca atingir a união pelo constante discernimento entre o real e o irreal, ou seja, através do estudo, do questionamento e da contemplação percebemos a presença de Deus em nós.


KARMA YOGA, o Yoga da Ação Desinteressada:

Partindo de nossas ações, ou seja, quando oferecemos os frutos de nossas ações a Deus, quando conseguimos agir de maneira totalmente desinteressada atingimos a união pelo servir.


BHAKTI YOGA, o Yoga da Devoção:

Caminho que trabalha nossa afetividade, buscando a união com Deus através do amor, da devoção e da renúncia, consistindo de práticas como o canto, a adoração e outros rituais.


HATHA YOGA, o Yoga das Disciplinas Físicas:

É o mais conhecido dos Yogas, começando o trabalho pelo corpo físico, através das asanas, (posturas) e pranayamas (exercícios respiratórios).


TANTRA YOGA, o Yoga das Energias Sutis:

(Baseado em obra não publicada sobre Hinduísmo, de Annabella Magalhães)

Segundo os textos clássicos, é o caminho indicado para os tempos atuais, abrangendo diversos aspectos dos ramos anteriormente citados, utilizando-os de modo a atingir o equilíbrio de nossos chakras, centros sutis de energia.

Todos nós queremos ser felizes.Entretanto, para que isto aconteça, é necessário que determinadas condições sejam satisfeitas.

Nós precisamos ter um mínimo de segurança emocional e material para isso.

Alguns precisam de um mínimo de tranqüilidade financeira, outros precisam de uma pessoa que os faça companhia.

Cada um poderia dizer quais as necessidades que lhe são mais importantes.
Qual a quantidade mínima de dinheiro que você deve ter para ser feliz?

Quais as características que seu companheiro deve ter para que você se sinta feliz?

Que ações você e os que estão ao seu redor devem tomar para que você se sinta feliz?

Você possui essa quantidade de dinheiro?

A pessoa que está contigo possui as características que você imagina para o companheiro ideal?

Todos - inclusive você - agem conforme suas expectativas?

Se a resposta for sim, ótimo. Você é uma pessoa feliz!

Mas isto durará para sempre?

E se teu dinheiro acabar, ou se teu companheiro te deixar?

E se os outros e você próprio te surpreenderem com ações completamente inesperadas?

E se a resposta for não, você não pode ser feliz?

Dakshina Tantra Yoga afirma que sua natureza é de felicidade.

Você não precisa ter um companheiro perfeito, ser milionário ou nunca ser pego de surpresa para se sentir feliz.

Você é feito de felicidade.

Cada célula tua é feita de felicidade.

Isto não quer dizer que devemos desprezar a companhia da pessoa que amamos, doar todo o dinheiro que ganhamos ou ignorar as pessoas que vivem ao nosso redor.

Você pode ser feliz sozinho ou acompanhado, rico ou sem dinheiro.

Mas, por que então nós não nos sentimos felizes?
Porque não temos consciência de nossa verdadeira natureza.

O que devemos fazer para sermos felizes?
Absolutamente nada, pois felicidade é a nossa natureza.

O que devemos fazer então para termos consciência da nossa natureza de felicidade?
Você terá a experiência desse conhecimento quando atingir o equilíbrio de sua personalidade, expresso através da harmonização dos chakras, centros de energia existentes em nosso corpo.

Dakshina Tantra Yoga nos oferece alguns instrumentos, algumas técnicas que devemos utilizar para equilibrarmos nossa personalidade e então termos condições de perceber que nós já somos a felicidade que buscamos ser.

Neste processo de transmissão do conhecimento é necessário que uma pessoa que já experimenta esse conhecimento o transmita ao aluno. É o Mestre.

(texto adaptado de "Os Segredos do Tantra e do Yoga", Paulo Murilo e obtido em http://www.tantrayoga.pro.br)

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MESTRES

"O Guru é Brahma, o criador.
O Guru é Vishnu, o preservador.
O Guru é Mahesvara, o transformador.
O Guru é Tirtha, o lugar de peregrinação.
O Guru é Yajña, o sacrifício.
O Guru é a caridade e os seus méritos.
O Guru é Bhakti, a devoção, e Tapasya, as austeridades.
O Guru é Surya, o Sol.
O Universo inteiro é o Guru."
(Guptasadhana Tantra, citado em Princípios do Tantra, Arthur Avallon)

"Ainda que os Gurus tenham corpos físicos diferentes, são todos os mesmos na medida em que são encarnação do Uno.
Por isso o Shastra disse:
'Quem é meu Senhor é o Senhor do mundo,
Quem é meu Guru é o Guru do Mundo'...
Aquele por cuja graça se revela Brahman que penetra o Universo e se abre o olho do conhecimento não é um mero homem, apesar de que aparenta sê-lo."
(Arthur Avallon, em Princípios do Tantra)

"Possuir um mestre é ter confiança.
Confiar em uma pessoa cuja base é o autoconhecimento.
Acreditar que o conhecimento é transformador, que é possível para mim.
Isto porque vejo a tradição de ensinamento, viva na forma do mestre, tendo funcionado para todos antes de mim e portanto pronta para me abençoar.

Confiar é uma capacidade que vem com o próprio nascimento.
É necessária pois na sua ausência não sobreviveríamos.
É fundamental confiar em alguém que nos apoia quando somos crianças totalmente dependentes...
Na descoberta de um mestre, renasce a capacidade de confiar.
Aqui está alguém que nada quer de mim, somente me oferece aquilo que o abençoou e que me pode abençoar: o autoconhecimento.
Não exige que eu mude.
Quer que eu me veja diferente, como essencialmente sou.
Mas me aceita como me apresento.
Confiar nesta pessoa é confiar no conhecimento.
É ser abençoado pelo conhecimento.

O mestre me inspira a viver plenamente o ser completo que já sou.

Para ele o conhecimento é uma bênção constante e a existência do discípulo é uma bênção também; pois assim ele terá a oportunidade de refletir, de contemplar em voz alta.

É um relacionamento de dupla bênção, recíproca como é.
E mantém-se viva a tradição do ensino."

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MITOLOGIA

"A Índia preocupa-se menos com exatidão histórica ou com fatos objetivos do que com mitos.
Inscrevendo-se, por definição, à margem de toda realidade material exterior, o mito oferece uma narrativa maravilhosa, um itinerário simbólico: seu poder libertador é proporcional à sua faculdade de adaptação, à sua capacidade de despertar ressonâncias profundas em homens e mulheres de épocas, culturas e sensibilidades completamente diferentes.
Ao contrário da 'verdade' dogmática ou histórica, a verdade do mito nada exclui e nada rejeita.
Não pretende fornecer uma resposta completa ou definitiva, mas, antes, os segredos dinâmicos de um entendimento mais sutil e de interrogações essenciais: 'O que, em mim, assemelha-se a tal deus, monstro ou herói, a tal espaço mágico, encantado ou infernal?'
Desse modo o mito se torna fator de comunhão e de identidade enquanto o dogma, artigo de fé, mais separa do que une."
(A Sabedoria da Índia, de Patrick Ravignant, Ed. Martins Fontes)

A seguir os principais personagens da mitologia hindu.

Introdução Devis
Deidades Védicas Parvati
Brahmá Durgá
Vishnu Kali
Rama Lakshmi
Krishna Sarásvati
Shiva Ganesha

 


INTRODUÇÃO

Brahman é o Absoluto, sem forma, que a tudo contém e que não é contido por nada, primeiro sem segundo, origem e fim de toda a criação.

O homem, por ter dificuldade em se relacionar com Ele, cria formas e aspectos para Ele.

Na verdade, todas as formas, todos os aspectos, todas as deidades são somente o Absoluto.

Estes aspectos variam de nome e forma, de acordo com a época, a situação e a necessidade.

A princípio as deidades eram as forças da natureza, depois tomaram forma total ou parcial de animais e mais tarde a forma humana.


DEIDADES VÉDICAS


O Rig Veda cita 33 deuses, dos quais destacam-se cinco:

Indra: o rei dos deuses, o governador do céu, representando o poder do raio, da energia.

Agni: o Fogo, considerado o mensageiro dos deuses. No ritual ele depura a oferenda e a leva em forma sutil a Deus. É a conexão entre homens e deuses. É também a luz para a mente ver e compreender a verdade.

Surya: o Sol. É dito que ele é a alma suprema dos Vedas e deve ser adorado por todos que desejam a liberação da ignorância.

Vayu: é o deus do Vento, do Ar e do Prana. Divide seu poder com Indra, o Senhor do Céu. É invisível, habitando em nossos corpos como os cinco ares vitais (Prana, Apana, Samana, Vyana e Udanai).

Varuna: uma das mais antigas deidades védicas, associado à Água, aos Rios e aos Oceanos. Seu poder é ilimitado, assim como seu conhecimento. Inspeciona todo o mundo, sendo o Senhor das leis morais.

No início, tudo era repouso e equilíbrio, só Brahman existia.

Houve então a primeira vibração, Om, o Som Primordial e a partir dele todo o universo foi criado.

A partir daí surge a trindade hindu, formada por Brahmá, Vishnu e Shiva, que correspondem às 3 gunas, às características de toda a criação.

Brahmá representa Rajas, o movimento, responsável pela criação.

Vishnu representa Sattva, o poder de existência, preservação e proteção.

Shiva representa Tamas, o poder de dissolução do universo.

 


BRAHMÁ

A mitologia descreve Brahmá como tendo surgido de um lótus saído do umbigo de Vishnu e com ele toda a criação.

Diz-se também que Brahmá surgiu de um ovo de ouro, Hiranyagarbha, nas águas causais.

Sua consorte, Sarasvati, o Conhecimento, manifestou-se a partir dele.

Dessa união surgiu toda a criação.

É representado com quatro cabeças, simbolizando os quatro Vedas; possui quatro braços e em nas suas mãos ele segura um mala (simbolizando a tranqüilização da mente), uma colher e ervas (simbolizando os rituais), um pote com água, o Kamandalu (simbolizando a renúncia) e os Vedas (simbolizando o conhecimento).

A mão que segura o mala faz um sinal, abhaya mudrá, que representa o afastamento do medo.

Está sentado geralmente sobre um cisne, que simboliza a discriminação ou sobre um lótus, que representa o conhecimento

VISHNU

Vishnu, a segunda deidade da Trindade hindu, é o responsável pela proteção, manutenção e preservação da criação.

A palavra Vishnu significa ‘aquele que tudo penetra’, ou ‘aquele que tudo impregna’.

Sua Shakti, ou seja, seu aspecto feminino, sua consorte é Lakshmi, deusa da prosperidade, riqueza e da beleza.

É apresentado de duas formas principais:

Deitado em uma serpente de mil cabeças, flutuando num oceano de leite. Neste caso é chamado de Narayana, aquele que mora nas águas cósmicas. De seu umbigo sai um lótus onde está Brahmá, o criador. A seus pés está Lakshmi, representando a beleza e a riqueza que devem se curvar diante do Absoluto. Envolvendo o lótus está um aserpente, Shesha, ou Ananta, que simboliza a eternidade. Ela possui mil cabeças voltadas para o Senhor Vishnu, representando o ego com seus mil desejos e pensamentos que reconhecem o Absoluto.

Vishnu é representado também em pé, sobre um lótus ou uma serpente. Representa o sábio indicando a busca do conhecimento. Apresenta quatro braços, tendo em cada mão um lótus (o conhecimento que sustenta a pureza da mente), um disco (a destruição da ignorância e dos apegos), uma concha (a origem da existência, os cinco elementos) e uma arma, a massa (o poder do conhecimento, o poder do tempo).

Usa roupa amarela, guirlanda de flores, o cordão sagrado com três linhas e uma grande jóia no peito.

Pode aparecer também sobre o pássaro Garuda, (um pássaro místico, o rei dos pássaros), que representa as asas da fala, os mantras védicos.

A partir de Vishnu surgem todos os Avataras, aqueles que se encarnam com a missão de restabelecer o Dharma.

São dez os avataras: Matsya, Kurma, Varaha, Narasimha, Vamana, Parasurama, Ramachandra, Krishna, Buddha e Kalki.


RAMA

Rama ou Ramachandra, que significa lua encantadora, ou aquele que brilha na Terra.

Sua missão: o cumprimento do Dharma.

É o símbolo do grande homem, o perfeito filho, o perfeito marido, irmão, amigo e governante.

Sua saga está descrita no épico Ramayana, onde é relatado com detalhes seu casamento com Sita, e sua luta contra o demônio Ravana. Recebeu ajuda de Hanuman nesta empreitada.


KRISHNA

É o mais popular e amado avatara da Índia, com maior número de templos e devotos.

Nos Puranas é descrito como um pastor tocador de flauta.

No Mahabharata é o sábio que dá o ensinamento a Arjuna no campo de batalha.


SHIVA

Shiva é o aspecto de Brahman, o Absoluto, na Trindade hindu que representa a destruição, a transformação para um novo renascimento.

Sua Shakti é Parvati, a matéria.


DEVIS

São as deusas, as mães divinas, aquela que resplandece.

Nos Vedas eram apresentadas como energia ou poder do criador, a Shakti.

Nos Puranas aparecem como devis.

Representam a sabedoria do universo, o aspecto protetor, maternal do Absoluto.

Apresentam-se de 5 formas diferentes: Parvati, Durgá, Káli, Lakshmi e Sarásvati.


PARVATI

É a Mãe do Universo e consorte de Shiva. Simboliza a disciplina, a renúncia, o esforço que leva o devoto ao Conhecimento.


DURGÁ

Representa o aspecto feroz de Parvati. Montada em um leão ou tigre.

Tem 12 ou 18 braços e em cada mão tem armas dadas pelos deuses.

Seu objetivo é ser implacável com os demônios que representam nosso ego e nossa ignorância.

Ela nos mostra que devemos ser decididos na destruição de tudo que nos impede de percebermos nossa verdadeira natureza divina.


KÁLI

Aspecto mais feroz ainda de Parvati. Tem língua roxa, não usa roupa e seu corpo é coberto pelos longos cabelos negros. Usa um colar de caveira, tem quatro braços e leva em cada mão armas de destruição e uma cabeça sangrando. É a devoradora do tempo.


LAKSHMI

Ela é muito popular na Índia, sendo considerada a mais próxima dos seres humanos. Quer o bem estar de todos sem se preocupar com suas ações ou seu passado.

Surgiu das águas cósmicas, da eternidade.

É a consorte de Vishnu.

Simboliza a riqueza material e espiritual, representando o nosso universo ilusório.

Usa um sari vermelho, que simboliza rajas, a ação para manter a vida, tem muitas jóias e moedas de ouro, que representam a riqueza e a prosperidade.

É apresentada sobre um lótus, símbolo do conhecimento.


SARÁSVATI

É associada à fertilidade, à purificação, à fala, à linguagem e à palavra.

É considerada a personificação de todos os conhecimentos, artes, ciências e letras. Sem ela Brahmá, seu consorte, não poderia ter criado o mundo.

Usa um sari branco (a pureza do conhecimento), está sentada em um lótus branco (o conhecimento) ou numa pedra (a base sólida na busca do conhecimento). Possui sempre ao seu lado um cisne (discernimento) ou um pavão (silêncio necessário para escutar, refletir e meditar).

Possui quatro braços e em cada mão um mala (disciplina da meditação), vina (o som, o chamado à busca do Conhecimento) e os Vedas (o ensinamento).


GANESHA

Ganesha é o menino com cabeça de elefante, sendo a mais popular e querida deidade hindu.

É o filho de Shiva e Parvati.

É reverenciado antes de toda e qualquer atividade, estando presente nas portas dos templos e das casas. É o removedor dos obstáculos.

A cabeça de elefante representa a grande disposição para escutar, refletir e meditar; a tromba representa o discernimento; os quatro braços representam os quatro instrumentos internos (ego, memória, mente e intelecto); nas suas mãos há o machado (desapego), a corda (devoção), doces (a alegria na busca do conhecimento) e o gesto de abhaya mudrá (fé e coragem na busca). O rato que sempre aparece junto representa o desejo, mantido sob controle.

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YOGANIDRA - Relaxamento

Em sânscrito Yoga é união e nidra, sono. Assim yoganidra é o "sono" do praticante de Yoga, um estado interior onde o corpo físico se encontra completamente descontraído, a mente se ocupa com imagens positivas e não nos envolvemos com emoções conturbadas. Apesar do nome se referir ao sono, a consciência está plenamente desperta.

No nível físico o relaxamento produz a total descontração da musculatura. As emoções e preocupações cotidianas produzem contrações musculares que podem se tornar crônicas. Através da localização da consciência e da mentalização você elimina a tensão excessiva de cada parte do corpo. Além disso, o relaxamento após a prática de Yoga nos auxilia a assimilar a energia e os benefícios produzidos pelos outros exercícios. Isto acontece porque ao descontrair, permitimos uma melhor circulação da energia.

Esta técnica atua também no plano emocional.

Ao entrarmos em relaxamento nos distanciamos de problemas e emoções desarmonizadas espairecendo a cabeça e conseguindo olhar os fatos de uma maneira mais objetiva. Relaxando, conferimos ordem aos pensamentos.

Na esfera mental o yoganidra ativa o cérebro dando maior rapidez e mais clareza ao raciocínio. Os passeios que fazemos pelas paisagem da mente estimulam a criatividade e abrem caminho para explorarmos novas potencialidades. Com os pensamentos tranqüilos, somos capazes de penetrar num profundo estado de paz interior.

Durante o relaxamento é muito comum experimentarmos sensações incômodas. Algumas vezes parece que existe uma formiga andando sobre a pele, outras vezes sentimos uma irresistível coceira no nariz e algumas pessoas relatam que têm vontade de se levantar pois sentem muita ansiedade no relax. Tudo isso é natural pois não estamos habituados a ficar "parados" e essas sensações desaparecerão se você persistir na prática. Nossa sociedade valoriza demais a atividade. O que conta é produzir, fazer e acontecer. Assim, nosso cérebro fica programado para a atividade e não nos permite nem um minuto de descanso. Quando paramos para descontrair ele nos bombardeia com coceiras, imagens desconexas, inquietude, etc. Mas, aonde está escrito que não temos direito a relaxar? Quem decidiu que a descontração é um pecado? Vamos começar a reconhecer o valor do relaxamento e da "passividade" pois é durante este estado de descontração que surgem as idéias mais brilhantes e as soluções mais criativas. Se a atividade no mundo objetivo é importante teremos que reconhecer que ela é, na verdade, apenas o fruto da atividade interna que alcançamos quando relaxamos.

Podemos dormir no relaxamento?

Poder pode, mas não deve. Não que haja algum inconveniente, mas se você adormecer ou deixar o pensamento disperso estará perdendo todas as mentalizações e reprogramações positivas que fazemos nesse exercício. Para permanecer acordado basta que você se concentre na voz do instrutor. Participe ativamente do relaxamento criando as imagens e experimentando as sensações que ele indicar.

Uma forma de fazer um relaxamento rápido é:

  • Visualizar uma paisagem que você conheça ou não. Crie o máximo de detalhes possível e sinta-se nesse lugar.
  • Imaginar que você está em uma sala preenchida por luz azul. Você inspira essa luz, deixa que ela relaxe seu corpo e a devolve para o ambiente expirando.
  • Sentir-se flutuando no espaço tal qual uma ave.

(texto obtido em: http://www.yogasite.com.br)

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DARSHANAS

Darshanas são os pontos de vista da realidade, ou seja, os sistemas filosóficos. Dividem-se em Ástika (baseiam-se nos Vedas) e Nástika (não se baseiam nos Vedas).

O sistema Nástika possui três escolas (Charvaka, Jaina e Baudha), já o sistema Ástika
possui seis escolas (Nyaya, Vaisheshika, Samkhya, Yoga, Karma-Mimansa e Vedanta).

 

CHARVAKA

São materialistas, negam Deus, alma e tudo aquilo que não seja matéria.

Tudo o que existe é uma combinação dos quatro elementos (terra, água, fogo e ar).

O objetivo da vida consiste em artha, busca de bens materiais e segurança, e kama, busca de prazer.

JAINA

Este sistema segue o ensinamento de Jina, ou Mahavira.

Para eles o mundo é um conjunto de substâncias reais.
Tudo tem origem, permanência e fim.
Admitem a existência da alma, jiva, que é eterna e cuja essência é a consciência.
Jiva permeia o corpo como uma luz, sujeitando-se ao fluxo de karma, devido à ignorância de si mesma.

O objetivo da vida é moksha, a liberação da ignorância de nossa verdadeira natureza.


BAUDHAS (Sistema Budista)

Ensinamento trazido por Siddharta Gautama, o Buddha Sakyamuni.

Buddha significa aquele que é desperto, iluminado e sábio.

Baseia-se no conhecimento das Quatro Nobres Verdades: a existência do sofrimento, a origem do sofrimento, a cessação do sofrimento e o caminho para a cessação do sofrimento, o caminho óctuplo: visão correta, decisão correta, discurso correto, ação correta, meio de vida correto, esforço correto, atenção correta e meditação.

O objetivo da vida é nirvana, a destruição do sofrimento.


NYAYA

O texto básico deste sistema é Nyaya Sutra, de Gautama Maharshi.

É considerado o caminho da lógica.

Segundo este sistema, é possível pelo argumento lógico alcançar o Absoluto.

Estabelece a distinção entre o que é correto e o que é falso e define os meios lógicos de análise da realidade.

O objetivo da vida é a liberação do sofrimento.

 


VAISHESHIKA

Vaisheshika vem da palavra vishesha, que significa diferença, característica ou qualidade.

Este sistema analisa as características ou a natureza manifesta das coisas individuais.

Seu fundador foi Kanada, autor do texto básico, Vaisheshika Sutra.

Eles chegaram à menor divisão possível do mundo real, os átomos.

Segundo eles, o universo visível é causado pela união dos átomos, sendo que na dissolução não há combinação entre eles.

Maheshvara é o criador de tudo.
A partir de um desejo seu, o mundo tem origem, permanência e fim.

O objetivo da vida é a liberação do sofrimento através do conhecimento correto da realidade.

SAMKHYA

Texto básico: Samkhya Pravachana Sutra, de Kapila.

O ponto de partida é a insatisfação humana diante do sofrimento, que é causado pela ignorância (ajñana) ou pela falta de discernimento (aviveka).

Samkhya analisa esta insatisfação humana e enfatiza a necessidade de se conhecer o que é este mundo manifestado e o não-manifestado.

Da constatação da constante transformação do mundo manifestado surge a Teoria da Causação, que diz que o efeito já existe em estado latente em sua causa.

Samkhya postula o karma e a transmigração do nosso corpo sutil, sukshma sharira.

O objetivo da vida é moksha, a liberação da ignorância de nossa verdadeira natureza.


YOGA

Texto básico: Yoga Sutra, de Patanjali.

Para que possamos conhecer nossa verdadeira natureza, é necessária uma disciplina prática, que tenha como meta o controle e a tranqüilização da mente.

Yoga é a cessação das oscilações mentais, que são causadas pelos kleshas, as fontes de aflição: avidya (ignorância de nossa verdadeira natureza), asmitá (egoísmo), raga (gosto, atração), dvesha (aversões) e abhinivesha (medo de morrer), que podem ser destruídas através de abhyasa (estudo, exercício, prática) e vairagya (desapego).

É proposto então o Ashtanga Yoga, caminho prático de 8 passos: Yamas (harmonização do homem com a sociedade), Niyamas (harmonização interna do homem com ele mesmo), Asanas (exercícios físicos), Pranayama (exercícios respiratórios), Pratyahara (abstração e interiorização dos sentidos), Dharana (concentração da mente), Dhyana (meditação) e Samadhi (estado em que se destruiu a ignorância de nossa verdadeira natureza).


KARMA MIMANSA

Este sistema analisa as ações prescritas nos Vedas, fornecendo a metodologia de interpretação dos rituais védicos e sua justificativa filosófica.

Seu texto básico é Mimansa Sutra, de Jaimini.

Segundo eles, o mundo é regulado pela ação. A ação correta leva ao conhecimento.

A finalidade da vida, portanto, é a pesquisa da ação correta, Dharma, ordenada pelos Vedas.

Dharma, no nível microcósmico, é o código de conduta que sustenta a evolução pessoal.
Esse código é composto de práticas rituais, deveres e ações que visam colocar o indivíduo em sintonia com o Dharma Universal, ou seja, as Leis da Natureza.
No nível macrocósmico faz referência às Leis da Natureza que mantém o Universo.


VEDANTA

Vedanta analisa o campo transcendental, fala do Absoluto.

É constituída pelos ensinamentos das Upanishads, a última parte dos Vedas.

Seu texto básico é Vedanta Sutra, de Vyasa.

Possui comentários importantes de três mestres: Shankara, Ramanuja e Madhava.

Vedanta se dirige àqueles que possuem mumukshutvam, ou seja, que anseiam e buscam a liberação da ignorância de sua verdadeira natureza.

O objetivo da vida é moksha, a liberação.

(Baseado em obra não publicada sobre Hinduísmo, de Annabella Magalhães)

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